A imigração japonesa no Brasil
Com espaço físico limitado e super população no início do século XX, o Japão fez acordos com o Brasil e, em 1908 atracava em Santos, maior Porto da América do Sul, o navio Kasato Maru, com uma verdadeira surpresa ao Povo Brasileiro: vinham com transferência definitiva para uma nova terra, 165 famílias de japoneses, para trabalhar nas fazendas de café do Estado de São Paulo. Esses pioneiros passaram por grandes dificuldades, sofreram muito, pois as diferenças na forma de vida e de alimentação eram muito grandes. Os costumes deles nada tinham a ver com os costumes dos brasileiros, em sua maior parte descendentes de uma mistura de treis raças a saber: portugueses, índios e negros africanos que vieram de muitas regiões da África. Uma outra característica era que, dos portugueses, uma parte, no começo da sua “povoação”, eram compostos de criminosos degredados para essa terra longínqua. Após essa viagem, nos sete anos seguintes vieram um total de 3.434 famílias perfazendo um total de 14.983 pessoas. Povo culto, os japoneses já tinham erradicado o analfabetismo em seu País desde o início do séc. XX. Hábeis agricultores logo se afeiçoaram à nova terra, pois no Japão não havia terra disponível para tanta gente. Outras etnias colaboram na formação da população brasileira, como alemães, poloneses, libaneses, italianos, árabes e tantas outras. A miscigenação é fator de grande importância na formação da raça brasileira. O Brasil é o “cadinho do mundo”. Um ponto interessante era que o Governo brasileiro na altura, “trabalhava” por um aumento de imigrantes italianos e via com desconfiança os asiáticos (japoneses e chineses), com seus costumes totalmente diferentes daqueles que já habitavam o País.
Com o começo da 1ª guerra mundial, essa imigração diminuiu, e tornou a aumentar de novo entre o final da primeira grande guerra (1918) e o começo da segunda grande guerra (1939). Vieram mais 164 mil japoneses. A maior parte, 75% deles foi se radicar no Estado de São Paulo. Esse grande número deu-se em função da hostilidade a que foram submetidos pois foram proibidos de entrar nos Estados Unidos e eram maltratados na Austrália e Canadá. Assim entre os Países com vasto território, o Brasil foi um dos poucos Países que abriram suas portas aos japoneses. Com o fim da 1ª guerra mundial, a imigração japonesa ao Brasil aumentou muito. O Governo do Japão estimulava essa saída, pois havia super população e eram escassos os meios de que dispunha o Japão para alimentar seu povo. Entre 1920 e 1930 já não iam todos para os cafezais. Eles trouxeram escondido sementes de chá, morango e arroz. Eram especialistas nesses produtos. Inclusive isso os ajudou a assimilarem os costumes alimentares, pois o arroz é uma das bases da alimentação japonesa. Como já sabemos, no Japão não haviam analfabetos desde o final do séc. XIX. Com o aumento populacional desse povo laborioso em solo brasileiro, agora que completaram 100 anos das primeiras famílias, já perfazem mais de 2% da população brasileira. Agora em Agosto de 2010 já são mais de 2 milhões de pessoas. São 2% da população brasileira.A comunidade japonesa em nosso País era muito fechada à miscigenação. Mas a partir de 1970 os netos dos orientais, começaram a se relacionar e casar com descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, e com brasileiros já com sangue africano e indígena.
Essa foi uma das maiores transferências de um povo para uma região totalmente estranha e que após penosa adaptação, redundou na história da humanidade, em êxito total.
Esse Artigo não pode deixar de citar o Sr. Ryu Mizuno, Empresário e Político. Foi quem “enxergou longe” e viu a possibilidade de transferir centenas de famílias japonesas para o Brasil. Começou a planejar em 1906. Esteve muitas vezes no Brasil. Esteve com o Governador do Estado e São Paulo, Sr. Jorge Tibiriçá e seu Secretário da Agricultura, Sr. Carlos Botelho, conheceu as diversas culturas produzidas no Estado, onde predominava a cultura do café. Selou aí o futuro da imigração. Uma empreitada que tinha tudo para dar errado, acabou por transforma-lo no “Pai” da imigração japonesa no Brasil. Durante a 2ª guerra mundial, esteve impedido de sair do Japão e só retornou ao Brasil em 1950, já muito fraco. Morreu em 1951 rodeado dos parentes e foi enterrado num túmulo discreto no Cemitério São Paulo, zona oeste da cidade. Uma pessoa da comunidade, Tereza Hatue Rezende, escreveu o único livro sobre essa epopeia e conta a vida do Sr. Mizuno. Com o nome: “Saga Japonesa em Terras Brasileiras”. Em 1962 foi homenageado em sua cidade natal Sagawa, no Japão. Hoje lá existe uma estátua para perpetuar sua figura legendária. São considerados “isseis” os japoneses de primeira geração, nascidos no Japão e contam-se por volta de 12% da comunidade; os descendentes são chamados de “nisseis” aos filhos, “sanseis” aos netos e “yonseis” aos bisnetos. Esse povo disciplinado e laborioso, comemorou um século da vinda das primeiras famílias. Atualmente 30% dos descendentes, são oriundos do casamento de um descendente com um não descendente de japoneses. Foi tão forte a ligação dos povos brasileiro e japonês que atualmente sómente 10% dos descendentes sabem falar a língua japonesa. Um fato muito interessante é que enquanto somam 2% da população brasileira, dentro da população universitária os descendentes de japoneses somam mais de 12 % dessa população, o que prova que eles buscam com muito empenho o conhecimento científico, e nos vestibulares para adentrar nas Universidades, costumam alcançar colocações destacadas com muita frequência. Sabemos que o conhecimento é fundamental. Outro fato digno de se anotar é que atualmente essa comunidade japonesa que vive no Brasil, é a maior fora do Japão, no mundo. Após a penosa adaptação, as famílias se integraram ao país, às suas terras férteis, ao espaço generoso, pois o Brasil é um País continental, imenso. Seu povo em virtude da grande mistura de etnias, é cordial, generoso, solidário. Hoje podemos afirmar que foi um acordo extremamente acertado entre essas duas nações e estão irmanadas de forma muito forte. Esse laço é indissolúvel. Os brasileiros descendentes de japoneses e os orientais por nascença, estão inseridos em todos os segmentos das múltiplas atividades nacionais. Quer sejam agrícolas, comerciais, industriais, pesquisa científica. Só para citar um nome, tem um descendente, Dr. Siguemituzo Arie, especializado em cardiologia, atua no Hospital “Sociedade Portuguesa de Beneficência” em São Paulo já há muitos anos, e que já efetuou dezenas de milhares de cateterismos em pacientes com risco de vida. Trouxeram tecnologias que já usavam em sua agricultura e as introduziram em nosso País. Hoje o Japão é o 3º maior consumidor de café brasileiro com uma importação anual de 44 milhões de sacas de 60 kg cada.
Por esses laços tão fortes e sendo o Japão uma potência mundial, é natural que seja também um dos países com os maiores investimentos no Brasil. Homens com a visão do Sr. Ryu Mizuno fazem falta ao nosso mundo atual, tão carente de humanismo e tão farto de injustiça, violência, crueldade, ganância, intolerância e desonestidade.
Este é o blog do PT de Indaiatuba. Um espaço para a nossa militância se informar e compartilhar experiências!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
MARCOS SÁ CORRÊA
12345
Se contasse este mês os passos que lhe faltam para se aposentar, Antônio Luiz de Lima somaria, até o dia 30, quase 100 quilômetros a seu currículo de marchas forçadas na Divisão de Obras Civis da hidrelétrica de Itaipu. Ele frequentemente percorre 8 quilômetros por expediente. Em diferentes circuitos. Mas sempre no mesmo lugar. Trabalha dentro da barragem, caminhando por corredores estreitos e amplos precipícios, ora se espremendo em cubículos, ora varando abismos de alvenaria por diáfanas passarelas metálicas.
Antônio é leiturista de Itaipu. Ou seja, confere milhares de registros embutidos em pontos-chaves da muralha. Como um endoscópio falante, de capacete na cabeça e planilha nas mãos, no mínimo três vezes por semana ele examina as entranhas da represa, tendo de um lado o reservatório com 29 bilhões de metros cúbicos de água e vinte tubos com 10,5 metros de diâmetro que envolvem o arcabouço de concreto, e caem do outro lado na boca das turbinas, depois de ganhar velocidade num escorrega de 142,2 metros.
Transitar por ali é como explorar uma caverna. A barragem tem 7 744 metros de comprimento, emendando paredes de argila, pedregulho e concreto. No trecho principal, foram cravados durante a construção 2 383 sensores e 5 239 drenos, para medir as deformações da estrutura e escoar as infiltrações inevitáveis. Todos são verificados regularmente.
A cada ano, dezesseis profissionais, entre técnicos e engenheiros, fazem 185 mil aferições em pêndulos, piezômetros, alongâmetros e outros artefatos de nome sonoro, aparência rústica e tecnologia imemorial. Alguns lembram calibradores de pneus em postos de gasolina. Outros, uma ponta de cano saindo do muro. Todos só funcionam nas mãos de especialistas. Menos de 10% dos sensores instalados em Itaipu são automáticos.
Logo, o sistema de segurança da represa depende de funcionários como Antônio. De preferência, gente tarimbada. Ele está fazendo 33 anos de casa. Sai do emprego levando uma suspeita de surdez no ouvido esquerdo, que atribui, primeiro, à íntima convivência com as torres que moeram os 12,7 milhões de toneladas de concreto das obras civis na barragem e, ultimamente, ao ronco das vinte turbinas de 6 438 toneladas que giram, no mínimo, a 90 rotações por minuto na casa de máquinas.
Com rigor de engenheiro, ele avisa que o problema de audição "a fonoaudióloga não constatou". Certo mesmo, atestado pelos médicos com doses diárias de Condroflex e Arpadol, é o desgaste prematuro das cartilagens de seus joelhos, "de tanto subir e descer rampa ou escada". São "383 degraus só para ir da cota 144 à 82". E isso, naquele universo hidráulico, é altura para um prédio de vinte andares.
Embora haja elevadores nos blocos centrais da represa, "cobrir a pé 60 ou 80 metros de desnível é coisa que acontece a toda hora". E ainda bem, porque a pior lembrança de suas três décadas se concentra nos 22 minutos a bordo de um elevador em pane. Ele estava, na ocasião, sozinho e sem lanterna, dois pecados capitais no breviário de segurança dos leituristas de Itaipu. A bordo, a luz piscou. A cabine do E-12 parou com um tranco. E, ao voltar a eletricidade, ele se deu conta de que estava preso numa caixa de aço, "provavelmente na cota 78".
Quer dizer, 142 metros sob a borda da represa. Dentro de um bloco oco de concreto desabitado com 196 metros de altura, que em si já é um lugar "todo fechado, onde você olha para o alto e não vê uma nesga de céu". A saída ficava a uns 66 metros poço acima. Antônio pegou o telefone interno e ligou imediatamente para o 9999, o número de emergência, que toca no posto dos bombeiros, ao pé da barragem. E, depois de pedir socorro, não tirou mais os olhos do relógio.
Todo seu treinamento para emergências deu para quatro minutos de espera. "Aí, comecei a me sentir mal", disse. Chamou novamente o 9999, agora em pânico. "Por sorte, o sujeito que me atendeu tinha experiência nessas coisas e não parou mais de conversar comigo." Pendurado ao telefone, sentiu quando a turma do resgate começou a enganchar sacos de areia nos cabos do contrapeso. Aos poucos, o E-12 foi subindo. Ao abrir a porta, viu o chão desalinhado do piso. E saiu do elevador como quem salta de um parapeito.
"Aqueles 22 minutos foram uma eternidade", ele resume, enchendo a xícara de Cachamai, o chá de ervas argentino que tem sempre à mão, num canto do Laboratório de Tecnologia do Concreto, aninhado num antigo barracão de madeira do canteiro de obras. Antônio nem se arrisca a dizer quando, exatamente, a encrenca do elevador aconteceu.
"Foi há uns oito ou dez anos", ele desconversa. É a única imprecisão de datas numa fala em que tudo tem dia, mês e hora, recitados de cor. Ele lembra que estreou na empresa "em 27 de novembro de 1977" e, naquele mesmo dia, "às 19h15", viu cair o concreto da partida "001/77", destinado ao bloco "H-5C". E que estava lá 27 anos depois, "em 30 de novembro de 2004, às três da tarde", ao sair o último concreto, para a "unidade 18-A".
Do susto no E-12 ficou só uma certeza: "Sofro de claustrofobia." Não suporta nem passar pelo "tubo de res-
sonância magnética". Mas isso ele diz no escritório. Dez minutos depois, ao entrar na barragem, parece curado do mal que diz lhe afligir. Aos 54 anos, continua em plena forma, a ponto de usar camisas justas de malha enfiadas no cinto, em vez dos blusões folgados do uniforme que tendem a enganchar nos obstáculos do percurso. Caminha no labirinto da barragem como se respirasse ao ar livre. Incorpora o "Antônio Pra Frente", o seu apelido dado pelos colegas ao melhor cicerone entre os leituristas.
Algum parentesco com o "Pra Frente, Brasil" da propaganda oficial, em voga quando os governos militares fizeram a hidrelétrica? Ele encara a pergunta como se a ouvisse pela primeira vez.
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Se contasse este mês os passos que lhe faltam para se aposentar, Antônio Luiz de Lima somaria, até o dia 30, quase 100 quilômetros a seu currículo de marchas forçadas na Divisão de Obras Civis da hidrelétrica de Itaipu. Ele frequentemente percorre 8 quilômetros por expediente. Em diferentes circuitos. Mas sempre no mesmo lugar. Trabalha dentro da barragem, caminhando por corredores estreitos e amplos precipícios, ora se espremendo em cubículos, ora varando abismos de alvenaria por diáfanas passarelas metálicas.
Antônio é leiturista de Itaipu. Ou seja, confere milhares de registros embutidos em pontos-chaves da muralha. Como um endoscópio falante, de capacete na cabeça e planilha nas mãos, no mínimo três vezes por semana ele examina as entranhas da represa, tendo de um lado o reservatório com 29 bilhões de metros cúbicos de água e vinte tubos com 10,5 metros de diâmetro que envolvem o arcabouço de concreto, e caem do outro lado na boca das turbinas, depois de ganhar velocidade num escorrega de 142,2 metros.
Transitar por ali é como explorar uma caverna. A barragem tem 7 744 metros de comprimento, emendando paredes de argila, pedregulho e concreto. No trecho principal, foram cravados durante a construção 2 383 sensores e 5 239 drenos, para medir as deformações da estrutura e escoar as infiltrações inevitáveis. Todos são verificados regularmente.
A cada ano, dezesseis profissionais, entre técnicos e engenheiros, fazem 185 mil aferições em pêndulos, piezômetros, alongâmetros e outros artefatos de nome sonoro, aparência rústica e tecnologia imemorial. Alguns lembram calibradores de pneus em postos de gasolina. Outros, uma ponta de cano saindo do muro. Todos só funcionam nas mãos de especialistas. Menos de 10% dos sensores instalados em Itaipu são automáticos.
Logo, o sistema de segurança da represa depende de funcionários como Antônio. De preferência, gente tarimbada. Ele está fazendo 33 anos de casa. Sai do emprego levando uma suspeita de surdez no ouvido esquerdo, que atribui, primeiro, à íntima convivência com as torres que moeram os 12,7 milhões de toneladas de concreto das obras civis na barragem e, ultimamente, ao ronco das vinte turbinas de 6 438 toneladas que giram, no mínimo, a 90 rotações por minuto na casa de máquinas.
Com rigor de engenheiro, ele avisa que o problema de audição "a fonoaudióloga não constatou". Certo mesmo, atestado pelos médicos com doses diárias de Condroflex e Arpadol, é o desgaste prematuro das cartilagens de seus joelhos, "de tanto subir e descer rampa ou escada". São "383 degraus só para ir da cota 144 à 82". E isso, naquele universo hidráulico, é altura para um prédio de vinte andares.
Embora haja elevadores nos blocos centrais da represa, "cobrir a pé 60 ou 80 metros de desnível é coisa que acontece a toda hora". E ainda bem, porque a pior lembrança de suas três décadas se concentra nos 22 minutos a bordo de um elevador em pane. Ele estava, na ocasião, sozinho e sem lanterna, dois pecados capitais no breviário de segurança dos leituristas de Itaipu. A bordo, a luz piscou. A cabine do E-12 parou com um tranco. E, ao voltar a eletricidade, ele se deu conta de que estava preso numa caixa de aço, "provavelmente na cota 78".
Quer dizer, 142 metros sob a borda da represa. Dentro de um bloco oco de concreto desabitado com 196 metros de altura, que em si já é um lugar "todo fechado, onde você olha para o alto e não vê uma nesga de céu". A saída ficava a uns 66 metros poço acima. Antônio pegou o telefone interno e ligou imediatamente para o 9999, o número de emergência, que toca no posto dos bombeiros, ao pé da barragem. E, depois de pedir socorro, não tirou mais os olhos do relógio.
Todo seu treinamento para emergências deu para quatro minutos de espera. "Aí, comecei a me sentir mal", disse. Chamou novamente o 9999, agora em pânico. "Por sorte, o sujeito que me atendeu tinha experiência nessas coisas e não parou mais de conversar comigo." Pendurado ao telefone, sentiu quando a turma do resgate começou a enganchar sacos de areia nos cabos do contrapeso. Aos poucos, o E-12 foi subindo. Ao abrir a porta, viu o chão desalinhado do piso. E saiu do elevador como quem salta de um parapeito.
"Aqueles 22 minutos foram uma eternidade", ele resume, enchendo a xícara de Cachamai, o chá de ervas argentino que tem sempre à mão, num canto do Laboratório de Tecnologia do Concreto, aninhado num antigo barracão de madeira do canteiro de obras. Antônio nem se arrisca a dizer quando, exatamente, a encrenca do elevador aconteceu.
"Foi há uns oito ou dez anos", ele desconversa. É a única imprecisão de datas numa fala em que tudo tem dia, mês e hora, recitados de cor. Ele lembra que estreou na empresa "em 27 de novembro de 1977" e, naquele mesmo dia, "às 19h15", viu cair o concreto da partida "001/77", destinado ao bloco "H-5C". E que estava lá 27 anos depois, "em 30 de novembro de 2004, às três da tarde", ao sair o último concreto, para a "unidade 18-A".
Do susto no E-12 ficou só uma certeza: "Sofro de claustrofobia." Não suporta nem passar pelo "tubo de res-
sonância magnética". Mas isso ele diz no escritório. Dez minutos depois, ao entrar na barragem, parece curado do mal que diz lhe afligir. Aos 54 anos, continua em plena forma, a ponto de usar camisas justas de malha enfiadas no cinto, em vez dos blusões folgados do uniforme que tendem a enganchar nos obstáculos do percurso. Caminha no labirinto da barragem como se respirasse ao ar livre. Incorpora o "Antônio Pra Frente", o seu apelido dado pelos colegas ao melhor cicerone entre os leituristas.
Algum parentesco com o "Pra Frente, Brasil" da propaganda oficial, em voga quando os governos militares fizeram a hidrelétrica? Ele encara a pergunta como se a ouvisse pela primeira vez.
08/06/2010 - 15h55
Lula diz que Brasil merece crescimento "exuberante" do PIB
PUBLICIDADE
BRENO COSTA
ENVIADO ESPECIAL A FORTALEZA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Fortaleza, que o "Brasil merecia e precisava disso" ao comentar os números do crescimento do PIB trimestral, divulgados hoje.
Em ritmo mais forte de expansão após a crise, a economia brasileira cresceu 9% no primeiro trimestre de 2010, ante o mesmo período do ano passado, a maior variação desde o início dessa base de comparação na série histórica, em 1996.
O presidente chamou o crescimento da economia brasileira de "exuberante" e aproveitou para alfinetar a oposição.
"Vocês viram que eu fui esculhambado quando eu disse que a crise seria só uma marolinha aqui no Brasil", disse Lula a uma plateia de cerca de 2.000 agricultores familiares.
Desempenho
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma dos bens e serviços produzidos por um país --é formado pela indústria, agropecuária e serviços.
O indicador também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.
O investimento, medido pela chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), teve alta de 26% no primeiro trimestre, se comparado a igual período no ano anterior --o resultado é o melhor na série histórica. Na comparação com o quarto trimestre, houve incremento de 7,4%. Em 12 meses, houve queda de 1,5%.
A taxa de investimento representou 18% do PIB no primeiro trimestre. No mesmo período de 2009, havia significado 16,3%.
Setores
O setor industrial cresceu 14,6% em relação ao primeiro trimestre de 2009. Na comparação com o quarto trimestre, a indústria teve alta de 4,2%, e nos últimos 12 meses, ficou estável.
Já o setor de serviços registrou incremento de 5,9% frente ao primeiro trimestre de 2009. Em relação ao quarto trimestre, o segmento cresceu 1,9%, e nos últimos 12 meses, tem alta de 3,6%.
O setor agropecuário subiu 5,1% na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2009, a agropecuária teve alta de 2,7%, e nos últimos 12 meses, acumula queda de 3,3%.
Editoria de Arte/Folhapress
Lula diz que Brasil merece crescimento "exuberante" do PIB
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BRENO COSTA
ENVIADO ESPECIAL A FORTALEZA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, em Fortaleza, que o "Brasil merecia e precisava disso" ao comentar os números do crescimento do PIB trimestral, divulgados hoje.
Em ritmo mais forte de expansão após a crise, a economia brasileira cresceu 9% no primeiro trimestre de 2010, ante o mesmo período do ano passado, a maior variação desde o início dessa base de comparação na série histórica, em 1996.
O presidente chamou o crescimento da economia brasileira de "exuberante" e aproveitou para alfinetar a oposição.
"Vocês viram que eu fui esculhambado quando eu disse que a crise seria só uma marolinha aqui no Brasil", disse Lula a uma plateia de cerca de 2.000 agricultores familiares.
Desempenho
O PIB, que mostra o comportamento de uma economia, é a soma dos bens e serviços produzidos por um país --é formado pela indústria, agropecuária e serviços.
O indicador também pode ser analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.
O investimento, medido pela chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), teve alta de 26% no primeiro trimestre, se comparado a igual período no ano anterior --o resultado é o melhor na série histórica. Na comparação com o quarto trimestre, houve incremento de 7,4%. Em 12 meses, houve queda de 1,5%.
A taxa de investimento representou 18% do PIB no primeiro trimestre. No mesmo período de 2009, havia significado 16,3%.
Setores
O setor industrial cresceu 14,6% em relação ao primeiro trimestre de 2009. Na comparação com o quarto trimestre, a indústria teve alta de 4,2%, e nos últimos 12 meses, ficou estável.
Já o setor de serviços registrou incremento de 5,9% frente ao primeiro trimestre de 2009. Em relação ao quarto trimestre, o segmento cresceu 1,9%, e nos últimos 12 meses, tem alta de 3,6%.
O setor agropecuário subiu 5,1% na comparação com o período de janeiro a março do ano passado. Em relação ao quarto trimestre de 2009, a agropecuária teve alta de 2,7%, e nos últimos 12 meses, acumula queda de 3,3%.
Editoria de Arte/Folhapress
domingo, 1 de agosto de 2010
Transcrito do Jornal Estado de São Paulo, setor de economia.
Você está em: E&N > Economia
domingo, 1 de agosto de 2010 20:58
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Classe D já supera B em poder de consumo
Pela primeira vez essa faixa ocupa segundo lugar no ranking, atrás apenas da Classe C
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
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Tópicos: poder de consumo; classe d; classe b; massa real de renda; pesquisa;
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SÃO PAULO - Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200.
O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões. "Mas é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo", afirma o sócio diretor do Data Popular e responsável pelos cálculos, Renato Meirelles. Ele considerou nos cálculos a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).
Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar; lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio.
A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete, segundo Meirelles, as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. Isto é, o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais.
Entre abril de 2003 e janeiro deste ano, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. "Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período", observa o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça. Ele explica que geralmente a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo.
Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Muito provavelmente esse montante foi para as famílias de menor renda.
Além do ganho real do salário mínimo, Mendonça acrescenta dois ingredientes que turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas. "Trata-se de uma combinação virtuosa para consumo", diz o economista.
Para Meirelles, do Data Popular, a classe D vive um momento inusitado: tem renda e carência de produtos. Pesquisa nacional feita pelo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C.
De acordo com a enquete, 81% das famílias da classe D não têm forno de micro-ondas e aspirador de pó; 82% não possuem TV de LCD(com monitor de cristal líquido, na sigla em inglês) ou de plasma e computador. Já 49% ainda não compraram lavadora de roupa e geladeira. Na classe C, faltam aspirador de pó e forno micro-ondas em 42% dos lares; TV de plasma ou LCD e computador em 40% das casas; geladeira e máquina de lavar roupa em 14% das famílias.
Meirelles observa que, no caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo. "Já para a classe C, boa parte das compras é de reposição de produtos", diz o diretor do Data Popular. Normalmente esse tipo de compra leva mais tempo para ser feita, mas o valor do produto adquirido é maior. É que, quando o consumidor compra o segundo produto, ele busca equipamento com mais recursos, no caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
A máquina de lavar roupa é a estrela do consumo da classe D neste ano. No primeiro semestre, o instituto de pesquisas também ouviu 5 mil pessoas de todos os estratos sociais no País para saber a pretensão de compra do brasileiro. Constatou, por exemplo, que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar em 2010. O resultado é quase equivalente à pretensão de compra da classe C para o mesmo produto (49%).
Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias desse estrato social, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%), aponta a pesquisa.
Supermercados. Ao mesmo tempo que o consumidor de baixa renda traça planos para ter a primeira máquina de lavar, ele já ampliou as compras de produtos básicos: alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza. No primeiro trimestre, as classes D e E aumentaram em 18% a quantidade de produtos de uma cesta com 100 itens básicos e em 15% em valor na comparação com os mesmos meses de 2009, mostra pesquisa da Kantar Worldpanel.No mesmo período, a classe C aumentou em 16% os volumes e em 14% os valores e as classes A e B, em 11% e 15%, respectivamente.
"As classes de menor renda (D e E) foram as que mais incrementaram as compras de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza no primeiro trimestre deste ano", afirma a diretora comercial do instituto de pesquisa, Christine Pereira. Ela observa que o aumento da renda dos estratos sociais de menor poder aquisitivo permitiu aumentar a aquisição de alimentos mais sofisticados.
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domingo, 1 de agosto de 2010 20:58
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Classe D já supera B em poder de consumo
Pela primeira vez essa faixa ocupa segundo lugar no ranking, atrás apenas da Classe C
Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo
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SÃO PAULO - Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200.
O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões. "Mas é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo", afirma o sócio diretor do Data Popular e responsável pelos cálculos, Renato Meirelles. Ele considerou nos cálculos a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).
Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar; lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio.
A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete, segundo Meirelles, as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. Isto é, o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais.
Entre abril de 2003 e janeiro deste ano, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. "Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período", observa o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça. Ele explica que geralmente a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo.
Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Muito provavelmente esse montante foi para as famílias de menor renda.
Além do ganho real do salário mínimo, Mendonça acrescenta dois ingredientes que turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas. "Trata-se de uma combinação virtuosa para consumo", diz o economista.
Para Meirelles, do Data Popular, a classe D vive um momento inusitado: tem renda e carência de produtos. Pesquisa nacional feita pelo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C.
De acordo com a enquete, 81% das famílias da classe D não têm forno de micro-ondas e aspirador de pó; 82% não possuem TV de LCD(com monitor de cristal líquido, na sigla em inglês) ou de plasma e computador. Já 49% ainda não compraram lavadora de roupa e geladeira. Na classe C, faltam aspirador de pó e forno micro-ondas em 42% dos lares; TV de plasma ou LCD e computador em 40% das casas; geladeira e máquina de lavar roupa em 14% das famílias.
Meirelles observa que, no caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo. "Já para a classe C, boa parte das compras é de reposição de produtos", diz o diretor do Data Popular. Normalmente esse tipo de compra leva mais tempo para ser feita, mas o valor do produto adquirido é maior. É que, quando o consumidor compra o segundo produto, ele busca equipamento com mais recursos, no caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
A máquina de lavar roupa é a estrela do consumo da classe D neste ano. No primeiro semestre, o instituto de pesquisas também ouviu 5 mil pessoas de todos os estratos sociais no País para saber a pretensão de compra do brasileiro. Constatou, por exemplo, que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar em 2010. O resultado é quase equivalente à pretensão de compra da classe C para o mesmo produto (49%).
Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias desse estrato social, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%), aponta a pesquisa.
Supermercados. Ao mesmo tempo que o consumidor de baixa renda traça planos para ter a primeira máquina de lavar, ele já ampliou as compras de produtos básicos: alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza. No primeiro trimestre, as classes D e E aumentaram em 18% a quantidade de produtos de uma cesta com 100 itens básicos e em 15% em valor na comparação com os mesmos meses de 2009, mostra pesquisa da Kantar Worldpanel.No mesmo período, a classe C aumentou em 16% os volumes e em 14% os valores e as classes A e B, em 11% e 15%, respectivamente.
"As classes de menor renda (D e E) foram as que mais incrementaram as compras de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza no primeiro trimestre deste ano", afirma a diretora comercial do instituto de pesquisa, Christine Pereira. Ela observa que o aumento da renda dos estratos sociais de menor poder aquisitivo permitiu aumentar a aquisição de alimentos mais sofisticados.
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Comentário publicado no jornal Estado de São Paulo, no campo "Política", pelo Sr. José Márcio Moreira Parente. É um comentário muito elucidativo.
9 DILMA PRESIDENTE
31 DE JULHO DE 2010 | 19H 17DENUNCIAR ESTE COMENTÁRIO
Eu quero é a continuação do governo Lula, porque não!!!
Em menos de 08 anos:
Mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada foram criados no país.
Foram construídos mais escolas tecnicas durante o governo Lula que em todos os últimos 500 anos.
O PIB brasileiro teve o seu melhor desempenho da história do Brasil.
O Número de vagas nas universidades e escolas técnicas mais que dobrou.
Voltamos a ter indústria naval forte.
O sonho da Transposição do Rio São Francisco finalmente saiu do papel e está a todo vapor.
Maior e melhor distribuição de renda.
Construção da TransNordestina.
Risco país no mais baixo índice da história.
Investment Grade de projeção mundial.
Duplicação da principal BR do país a BR 101.
Construção de novos parques Eólicos no RS e CE.
Mais pesquisas e investimentos no campo dos Biocombustíveis.
Priorização das nossas Estatais mais estratégicas.
Pagamento da dívida com o FMI.
Reservas monetárias brasileiras subiram de 32 Bi em 2002 para quase 300 Bilhões em 2010.
Maior incentivo e investimentos na área do Pré-sal.
Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza e subiram de classe social.
ENFIM, PORQUE MUDAR?!?!?!?!?
9 DILMA PRESIDENTE
31 DE JULHO DE 2010 | 19H 17DENUNCIAR ESTE COMENTÁRIO
Eu quero é a continuação do governo Lula, porque não!!!
Em menos de 08 anos:
Mais de 12 milhões de empregos com carteira assinada foram criados no país.
Foram construídos mais escolas tecnicas durante o governo Lula que em todos os últimos 500 anos.
O PIB brasileiro teve o seu melhor desempenho da história do Brasil.
O Número de vagas nas universidades e escolas técnicas mais que dobrou.
Voltamos a ter indústria naval forte.
O sonho da Transposição do Rio São Francisco finalmente saiu do papel e está a todo vapor.
Maior e melhor distribuição de renda.
Construção da TransNordestina.
Risco país no mais baixo índice da história.
Investment Grade de projeção mundial.
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Construção de novos parques Eólicos no RS e CE.
Mais pesquisas e investimentos no campo dos Biocombustíveis.
Priorização das nossas Estatais mais estratégicas.
Pagamento da dívida com o FMI.
Reservas monetárias brasileiras subiram de 32 Bi em 2002 para quase 300 Bilhões em 2010.
Maior incentivo e investimentos na área do Pré-sal.
Mais de 30 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza e subiram de classe social.
ENFIM, PORQUE MUDAR?!?!?!?!?
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