quarta-feira, 30 de outubro de 2013

UM PROTESTO COM CRIATIVIDADE DEVE SEMPRE SER PRESTIGIADO. NOSSOS PARABÉNS AOS AUTORES DESSA "ARTE"

Poltrona é usada para tapar buraco em protesto no Itaim Bibi

"Sentados, esperando a Prefeitura tapar o buraco", diz mensagem de manifestação inusitada em rua de São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às
Texto
 
Uma poltrona foi colocada sobre um buraco na rua Cabo Verde, no Itaim Bibi, entre a zona sul e oeste de São Paulo, para protestar contra a demora na execução do reparo pelo governo municipal. "Sentados, esperando a Prefeitura tapar o buraco", diz um papel colado no encosto.
Luciano Bergamaschi/Futura Press
Protesto inusitado em rua do Itaim Bibi

A subprefeitura de Pinheiros afirma que realizou uma vistoria no local. Funcionários constataram que o buraco se formou por causa de um problema em um poço de visita da concessionária de água e esgoto, que foi notificada para realizar o reparo com urgência.


HADDAD ESTÁ PRESTES A ENCERRAR SEU 1º ANO DE ADMINISTRAÇÃO. TEM FEITO UM BOM TRABALHO, MAS QUANTO AO FATO DE EXTINGUIR LINHAS DE ÔNIBUS, ELE PRECISA ANTES, DIALOGAR COM A POPULAÇÃO ENVOLVIDA. OS CORREDORES EXCLUSIVOS PARA ÔNIBUS ESTÃO DANDO CERTO E A POPULAÇÃO APROVOU. QUANTO ÁS "MARACUTAIAS" DA ADMINISTRAÇÃO PASSADA HADDAD QUE FIQUE DE OLHO VIVO, POIS EXISTEM "PANELAS" QUE FUNCIONAM LÁ, HÁ MUITOS ANOS. PODEMOS CITAR O "CAUSO AREF" COM FOTO NO TEXTO, QUE EM 7 (SETE) ANOS DE "SERVIÇOS", REUNIU EM SEU NOME MAIS DE 100 IMÓVEIS.

Investigação desmonta esquema de fraude na Prefeitura

Quadrilha agia ao menos desde 2010 e ocupava cargos de confiança na gestão Kassab; prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 500 milhões


30 de outubro de 2013 | 8h 39

Marcelo Godoy e Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo
Atualizado às 11h13
 
SÃO PAULO - Quatro servidores públicos municipais de São Paulo foram presos na manhã desta quarta-feira, 30, acusados de integrar uma quadrilha que cobrava propina para liberar empreendimentos mobiliários da capital. As fraudes foram cometidas entre 2007 e 2012, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab, atual presidente nacional do PSD, que disse emnota "desconhecer", mas "apoiar a investigação". Um dos suspeitos é Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-subsecretário municipal de Finanças.
A ação é o primeiro ato da "Operação Acerto de Contas", um esforço da Prefeitura e do Ministério Público Estadual para combater a corrupção dentro das repartições municipais. Essa quadrilha é responsável por desviar até R$ 500 milhões entre 2007 e 2012, segundo estimativa da gestão Fernando Haddad (PT). O esquema é tratado pelo prefeito como "um dos maiores escândalos já descobertos na cidade".
Os servidores foram presos em suas casas. A operação fez também buscas em um escritório no Largo da Misericórdia, região da Sé, perto da Prefeitura, que funcionava como base de operações do grupo, chamada de "ninho", segundo as investigações. O local servia como um departamento de arrecadação paralelo, onde dirigentes das maiores incorporadoras do País acertavam o pagamento de propina para liberação de obras.
O pagamento era feito para elas obterem a quitação do Imposto sobre Serviços (ISS). O documento é fundamental para que as construtoras consigam o habite-se de seus empreendimentos. Sem o habite-se, as obras não podiam ser entregues e as empresas não conseguiam, por exemplo, as parcelas finais do financiamento das construções.
Além de Rodrigues, foram presos o ex-diretor de arrecadação da secretaria Eduardo Horle Barcellos e os auditores Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lello Leite do Amaral. Apenas entre outubro de 2010 e o fim de 2012, agentes do Ministério Público Estadual e da Controladoria têm indícios do pagamento de R$ 200 milhões de propina aos servidores.
Para efeito de comparação, o "caso Aref" - investigação deflagrada no ano passado que levou à prisão do diretor do setor da Prefeitura responsável por aprovar empreendimentos, Hussain Aref Saab, que tinha 106 apartamentos em seu nome - estimou que o dano ao erário público foi de R$ 50 milhões, ou um quarto do dano causado por essa quadrilha, entre os anos de 2005 e 2012.

O esquema.
A suspeita contra os fiscais presos começou em março, quando todos os funcionários da Prefeitura tiveram de entregar declarações de bens à Controladoria. Essas declarações foram cruzadas com o salário de cada servidor. O patrimônio dos quatro pareceu ser muito acima de seus salários. Eram lanchas ancoradas no litoral do Rio, pousadas na Região Serrana daquele Estado e lotes em condomínios de luxo do interior paulista, além de diversos imóveis - um dos auditores tem, sozinho, mais de 30 imóveis. Os bens são incompatíveis com seus rendimentos mensais, de cerca de R$ 18 mil.
Ao passar a investigá-los, os técnicos apuraram também que a Prefeitura arrecadava menos imposto nas obras fiscalizadas por eles do que nas vistoriadas pelos outros servidores que desempenham as mesmas funções. As obras fiscalizadas pelo quarteto, espalhadas pela cidade mas concentradas na região do Tatuapé (zona leste), eram majoritariamente imóveis de luxo.
Com esses indícios, a Controladoria contatou o Ministério Público Estadual, que obteve autorização judicial para quebrar os sigilos bancário, telefônico e fiscal dos suspeitos. No inquérito, o promotor público Roberto Bodini, do Grupo Especial de Combate a Delitos Econômicos (Gedec), também ouviu testemunhas que confirmaram terem sido achacadas pelos suspeitos para que eles emitissem a quitação do ISS. Dessa forma, foi possível diagnosticar o esquema.
O grupo vai responder a processo por formação de quadrilha, corrupção (ou concussão), lavagem de dinheiro e advocacia administrativa (usar indevidamente as facilidades do cargo). A gestão Haddad também vai instaurar processo administrativo contra os quatro.
A Justiça determinou o sequestro dos bens dos acusados. A Prefeitura espera que esses bens, que condizem com o prejuízo de R$ 500 milhões estimados, possa ser usado para o ressarcimento dos cofres públicos.
Até o momento, a reportagem ainda não conseguiu contato com os defensores dos acusados.
Kassab. Em nota divulgada nesta manhã, a assessoria do ex-prefeito Gilberto Kassab, atual presidente nacional do PSD, afirma que ele desconhece a investigação, mas a "apoia integralmente" e, se comprovadas irregularidades, "defende a punição exemplar de todos os envolvidos".

LIGAÇÕES PERIGOSAS. GOVERNO ALKMIN NÃO TEM SÓ LIGAÇÕES COM "CAUSOS" DE METRÔ. TEM TAMBÉM LIGAÇÕES COM EMPREITEIRAS DE ASFALTO POR QUASE TODO O ESTADO DE SÃO PAULO.

Planilha da Máfia do Asfalto é indicativo de propina para políticos, diz promotoria

Promotores apreenderam em casa de contador pen drive com nomes de políticos e valores que teriam sido repassados a eles em 2011

30 de outubro de 2013 | 2h 09

Fausto Macedo e Ricardo Chapola - O Estado de S.Paulo
O Ministério Público encontrou a contabilidade secreta da Máfia do Asfalto, organização que teria se infiltrado em pelo menos 78 municípios da região noroeste do Estado de São Paulo para fraudar licitações com recursos de emendas parlamentares. Em um pen drive apreendido na residência do contador Ilso Donizete Dominical foi identificada planilha com nomes de políticos - a maioria do PT -, datas e valores supostamente repassados a eles em 2011. O montante atinge R$ 3,048 milhões.
 

Para promotores de Justiça que desarticularam a quadrilha, o documento representa "indicativo de possível contabilidade do pagamento de propina a alguns parlamentares".
A tabela está encartada no apenso 16, volume III, da denúncia de 252 páginas que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Núcleo São José do Rio Preto, entregou à Justiça, há dois meses.
Os promotores pedem a condenação de 30 acusados. Eles não incluem nenhum nome que consta da planilha do contador porque a competência para eventual investigação sobre prefeitos e parlamentares é do Tribunal de Justiça do Estado e do Supremo Tribunal Federal.
A Operação Fratelli, que desmantelou a Máfia do Asfalto, foi desencadeada em abril por uma força-tarefa do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Polícia Federal. Na casa de Dominical, em Votuporanga (SP), os investigadores recolheram arquivos digitais.
Dominical é contador do Grupo Demop, controlado pelo empresário Olívio Scamatti, preso há quase 7 meses sob acusação de liderar a Máfia do Asfalto. A Scamatti & Seller e a Scan Vias, empreiteiras do grupo, teriam sido o carro-chefe da Demop para vencer licitações supostamente fraudadas. O desvio poder ter alcançado R$ 1 bilhão.
O documento que cita políticos é uma planilha Excel de quatro colunas, 81 linhas e 22 nomes, nem todos grafados por extenso, alguns abreviados e outros anotados incorretamente. Em certos trechos são mencionadas apenas cidades paulistas - Campinas, Embu, Juquitiba, Santa Adélia e São Paulo -, além do Estado do Tocantins.
Os políticos que tiveram seus nomes lançados no documento surgem em outras passagens da investigação - uns foram citados em interceptações telefônicas de terceiros, empresários e servidores públicos envolvidos na trama, outros aparecem como destinatários de cartas de prefeitos em busca de recursos financeiros para obras em rodovias e recapeamento asfáltico.

Lobista.
Dezenas dessas correspondências foram apreendidas na casa do lobista Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldin, que foi assessor na Assembleia Legislativa e na Câmara do deputado Edson Aparecido (PSDB), atual secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin. "Conversas telefônicas mantidas mais recentemente por Osvaldo, captadas pela Polícia Federal, revelam que ele também faz pagamentos de propinas para o grupo", diz a denúncia.
Os promotores não imputam corrupção ou outro crime aos parlamentares. Enviaram à Procuradoria-Geral de Justiça e à Procuradoria-Geral da República o que está relacionado a eles.
O resultado de quase cinco anos de investigação está nos autos da Fratelli. "O esquema de fraudes a licitações guarda uma indissociável vinculação com a transferência de recursos para municípios via convênios com órgãos dos governos estadual e federal, recursos oriundos em boa parte de indicação de parlamentares", destacam os promotores do Gaeco.
Eles alertam sobre "verdadeira corrupção no processo de destinação de recursos". "(Scamatti) nitidamente intervém junto a autoridades para que esses recursos sejam destinados para os municípios em que serão realizadas as licitações de que resultará a contratação das empresas da família Scamatti, garantida graças ao direcionamento daquelas licitações."
Os promotores apontam para a ação de parlamentares, com uma ressalva. "A despeito da indispensável intervenção de autoridades de foro privilegiado (deputados e prefeitos) ou de seus assessores para que fosse levada a bom termo a destinação de recursos para os municípios que promoveram as licitações que foram fraudadas, como bem se depreende pela análise das conversas telefônicas com parlamentares, não foram encontrados elementos de convicção a sustentar que essas autoridades que gozam de foro especial por prerrogativa de função sejam integrantes da quadrilha, ou seja, de que mantivessem com Olívio Scamatti e seus pares vínculo estável para prática de crimes em profusão."
Os promotores, porém, sugerem: "Eventual responsabilização dessas autoridades pelas condutas pontuais que configurem crime distinto do de formação de quadrilha há de ser objeto de procedimento autônomo, nas instâncias competentes".

terça-feira, 29 de outubro de 2013

TEXTO ABAIXO, TRANSCRITO DE "CARTA CAPITAL". MAIS UMA VEZ SURGE AQUELA PERGUNTA: COMO APARECEU RAPIDAMENTE A VERBA PARA A CONSTRUÇÃO DOS ESTÁDIOS??? MAS QUANDO É PARA SENEAMENTO BÁSICO, NÃO HÁ VERBA. DEPOIS SURGEM AS DOENÇAS, CONTAMINANDO A POPULAÇÃO E AS AUTORIDADES IRÃO AFIRMAR "QUE NÃO SABIAM" DA SITUAÇÃO..........

Política
VERGONHA NACIONAL
Situação do país em relação ao saneamento básico é um sinal de que ainda somos uma nação basicamente subdesenvolvida. Entidade nacional aponta caminhos
por Reinaldo Cantopublicado 28/10/2013 09:01
    
Arquivo / ABr
Saneamento básico
A falta de saneamento básico é um problema silencioso, mas um dos mais graves do país

É de se lamentar a triste situação que vivemos por estas bandas quando o assunto é saneamento básico. Até mesmo se comparado a países mais pobres economicamente que o nosso, o quadro brasileiro é na verdade vexatório e humilhante. Envergonhado, melhor dizendo, deveria se sentir cada habitante deste Brasil continental.
Somos tão ricos em tantos quesitos e desprezíveis em atender a um número expressivo, 1/3 das casas brasileiras que em pleno século XXI não contam com o tratamento e a coleta de esgoto e graças a isso ainda vivem com índices de qualidade de vida, dignos do século XIX. A pior situação está no norte do país, onde apenas 21,6% dos lares tinham serviço de saneamento em 2011. Segundo o IBGE são 21 milhões de brasileiros com menos de 14 anos de idade sem rede de esgoto, água encanada ou coleta de lixo.
Na América Latina somos o 19º colocado em saneamento básico, segundo relatório sobre as cidades latino-americanas, feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Estamos tristemente próximos, numa indigente colocação, no rol de nações entre as mais pobres do mundo quando levamos em conta critérios como o de saneamento básico e distribuição de renda.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios ainda não possuíam, em 2011, uma política de saneamento básico. A "Pesquisa de Informações Básicas Municipais" revelou que 1.569 cidades possuíam políticas dessa natureza, o que corresponde a somente 28,2% dos 5.564 municípios brasileiros.
Difícil é entender como foi possível chegar a esse estado de coisas. Culpa de políticos que diziam: “obra enterrada não dá voto”? Parte da responsabilidade não poderia também ser creditada à sociedade, incapaz de enxergar os benefícios extraordinários de uma água tratada, esgoto coletado, e até mesmo de lutar para que tivéssemos sempre rios limpos, saudáveis e vitais para a saúde da coletividade?
O nosso atraso é gigantesco e histórico, mas não pode ser motivo de paralisia. No mês passado, a ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – realizou seu 27º Congresso em Goiânia e fez uma radiografia dos grandes desafios que a questão do saneamento básico tem pela frente no Brasil.
Entre os pontos mais importantes destacados pela chamada Carta de Goiânia, documento que resumiu as principais conclusões do evento, está a necessidade de triplicar os valores de investimento atuais para cerca de 30 bilhões de reais por ano. Em conversa com este colunista, o presidente nacional da ABES, Dante Ragazzi Pauli, afirmou que as metas pretendidas pelo governo federal de atingir a universalização da coleta e tratamento de esgoto no país até 2030 está muito longe de acontecer. Segundo ele, “no ritmo atual, isso deverá acontecer em 40 ou 50 anos”.

Recursos ainda insuficientes
A Lei 11.445 de 2007, conhecida como Lei do Saneamento estabeleceu a universalização do saneamento básico como um “compromisso de toda a sociedade brasileira”.
Graças a essa lei, apesar de todos os problemas, houve a liberação de um bom dinheiro para o setor. Segundo o Ministério das Cidades, na primeira fase do PAC 1 – o Programa de Aceleração do Crescimento, o saneamento recebeu cerca de 40 bilhões de reais entre os anos de 2007 e 2010.
Já no PAC 2 são mais 41,1 bilhões de reais para investimento em ações de saneamento no quadriênio 2011-2014. São 1.144 obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário que beneficiarão 1.116 municípios em todas as regiões do País.
A título de informação, no último dia 24/10 a presidenta Dilma Roussef anunciou a liberação de novos recursos na ordem de 10,5 bilhões de reais para serem utilizados em obras de saneamento básico no país. A verba irá para obras de sistemas de drenagem de águas pluviais, redes de abastecimento de água e esgoto sanitário.
A cobertura de saneamento básico no Brasil tem melhorado, é verdade, mas a realidade permanece sendo de esgotos a céu aberto principalmente nas áreas mais carentes. São 15 bilhões de litros de esgoto sem tratamento despejados todos os dias em rios, córregos, passando por ruas e favelas e prejudicando a saúde de milhões de brasileiros.

Propostas no lugar das reclamações de sempre
Reclamar do governo e do país em geral já é um esporte nacional. Não há setor no Brasil que não reclame e com boa dose de razão! Mas ao lado das queixas devem também estar propostas que contribuam para a solução de problemas. Em seu encontro a ABES faz uma série de recomendações no apoio ao trabalho realizado pelo setor privado nas obras de saneamento, entre elas, a ampliação das fontes de financiamento, a agilização na análise e liberação de pedidos de financiamento e a redução de tributos.
“As Prefeituras também precisam de mais apoio e cooperação da União e dos governos estaduais” ressalta Dante Ragazzi. Segundo ele, a maioria dos municípios é carente, não só em recursos, mas também em pessoal qualificado para a elaboração de projetos. Aliás, a Carta da ABES lembra que em 31 de dezembro deste ano, os governos municipais deverão entregar seus planos de saneamento. Pelo que temos visto em relação à Política Nacional de Resíduos Sólidos, quando menos de 10% das cidades brasileiras apresentaram seus planos de gestão de resíduos no prazo estabelecido em 2012, não é de esperar algo muito diferente em relação ao saneamento básico.

Tema irá continuar em destaque
Felizmente, existem entidades, empresas e gestores públicos que tem procurado agir para mudar essa triste situação. Os cerca de 5 mil participantes das mais diversas regiões do país que participaram do Congresso da ABES deixaram claro que o tema atrai a atenção e o interesse de muita gente.
Esperemos que isso se transforme em ações e benefícios reais para a sociedade brasileira, principalmente para as pessoas mais pobres deste país. Afinal, para podermos ser chamados verdadeiramente de Nação, precisamos ao menos, oferecer água limpa e tratar os esgotos das casas de todos os brasileiros.

NA MATÉRIA ABAIXO, APARECE O RAPOSÃO DO SENADO RENAN CALHEIROS, PONDO SUAS GARRAS DE FORA. ESSA PROPOSTA ESTAVA NAS MOBILIZAÇÕES DE JUNHO. NÃO FAZ SENTIDO NOSSOS REPRENTANTES FICAREM NESSA DE "VOTO SECRETO". É NESSAS VOTAÇÕES SECRETAS QEU ELES NEGOCIAM SEUS APOIOS, EM TROCA DE VANTAGENS. ESSA MALANDRAGEM PRECISA ACABAR DE VEZ, EM TODAS AS INSTÂNCIAS DE PODER.

Renan pede mais tempo para Senado discutir voto aberto

Proposta que elimina voto secreto no Legislativo está pronta para apreciação, mas Renan argumenta que alterações feitas pela Câmara precisam ser avaliadas

29 de outubro de 2013 | 11h 37

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira, 29, que os senadores precisam de mais tempo para discutir o voto aberto, embora a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que os institui esteja pronta para ser apreciada no plenário. Semana passada, os senadores aprovaram o fim do voto secreto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A matéria também já teve as cinco sessões de discussão em plenário esgotadas.
 
Renan argumenta que o Senado já deu sua resposta às ruas ao aprovar a abertura do voto em casos de cassação de mandato, o que prevê a PEC de autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) já aprovada pelo Senado, mas parada na Câmara. "Já votamos o fim do voto secreto para julgamento de senador e deputado. Essa matéria foi para a Câmara dos Deputados e lá incluíram todas as outras modalidades de voto, inclusive as modalidades que são competência do Senado. Então isso precisa de um tempinho a mais para se resolver definitivamente", disse Calheiros.
Em agosto, após livrar da cassação o deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), contudo, a Câmara ampliou as possibilidades de voto aberto e votou a PEC atualmente em discussão do Senado. Pelo texto, não apenas cassação de mandato, mas também votação de vetos e de indicação de autoridades - essa é uma prerrogativa apenas de senadores - passariam a ser abertos.

NA MATÉRIA ABAIXO, ONDE SE LÊ QUE "VEREADORES QUEREM CARGOS PARA APROVAR AUMENTO DO IPTU", É AÍ QUE MORA O PERIGO. SE HADDAD ENTRAR NESSE JOGO, CAIRÁ SEU PADRÃO DE QUALIDADE ADMINISTRATIVA. OS "CUPINCHAS" DOS VEREADORES ACABARÃO POR FORMAR "SUAS PANELAS", DEPOIS OCORRERÃO DESVIOS DE RECURSOS, E POR AÍ VAI. SERÁ A MESMICE.......... HADDAD JÁ ERROU, AO RETIRAR DE CIRCULAÇÃO LINHAS DE ÔNIBUS, QUE SERVIAM A POPULAÇÃO. O CORRETO, SERIA CONTINUAR COM A CRIAÇÃO DOS CORREDORES EXCLUSIVOS, DEIXAR A POPULAÇÃO SE ACOSTUMAR COM AS MELHORIAS, PARA DEPOIS, EM REUNIÕES COM OS MORADORES DA REGIÃO AFETADA, DISCUTIR SOBRE ESSAS LINHAS. MAS É ADMINISTRANDO QUE SE APRENDE A EVITAR ERROS.

29/10/2013-03h15

Vereadores querem cargos para aprovar aumento do IPTU


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GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO

Para garantir a aprovação do reajuste do IPTU, interlocutores do prefeito Fernando Haddad (PT) negociam com partidos da base mais espaço político na administração. Insatisfeitos, vereadores do PSD e do PMDB estão entre os que exigem contrapartida.
Eles pleiteiam cargos em subprefeituras e secretarias.
Mesmo diante do impasse, o secretário de Relações Governamentais, João Antonio, disse ontem à Folha acreditar na ampliação do número de votos para aprovar o reajuste em segunda votação, amanhã.
"Imagino que quem votou na primeira sessão [na quinta] vai continuar conosco. E ainda teremos os votos de George Hato [PMDB], Wadih Mutran e Pastor Edmilson [ambos do PP], que não votaram na última sessão", disse.
Foram 31 votos pelas mudanças e 13 contra. Dez não votaram e um se absteve.
Para conseguir a aprovação, Haddad já aceitou reduzir os limites de aumento de 30% para 20% para imóveis residenciais e de 45% para 35% nos demais casos em 2014.
Nos reajustes dos anos seguintes, previstos para imóveis que tiveram alta valorização, o teto cai mais: 10% e 15%, respectivamente. Outra concessão é a ampliação de benefícios a aposentados.
Antonio diz que "pequenos ajustes" ainda podem ocorrer.
Vereadores ouvidos pela Folha dizem que cargos em subprefeituras e secretarias estão sendo colocados na balança para garantir o apoio.
Eles alegam que o reajuste trará repercussão negativa entre seus eleitores. Pesquisa Datafolha mostra que 89% dos paulistanos são contra a alta do imposto. Dentro da própria prefeitura, o receio é que parlamentares "voltem atrás".
Vereadores a favor do projeto dizem ter recebido, na sexta-feira, críticas de eleitores --houve muitas ligações para os gabinetes, afirmaram.

KASSAB
No PSD, é certo que votarão contra a proposta José Police Neto e Marco Aurélio Cunha. "Só aprovaria se caísse para 15% e 10%", disse.
Logo após as eleições de 2012, Neto pleiteou sua manutenção na presidência da Casa. O PT foi contra.
Foi eleito o petista José Américo, o que criou ruídos na até então boa relação entre Haddad e seu antecessor, Gilberto Kassab. O temor é que algum dos outros seis vereadores favoráveis mudem de lado.
Vereadores do PMDB do vice-presidente Michel Temer também brigam por espaço. Na primeira votação, Rubens Calvo, Nelo Rodolfo e Ricardo Nunes votaram a favor.
Mesmo com o elo nacional, parlamentares têm cobrado mais espaço em secretarias e subprefeituras.

QUANDO A POLÍCIA AGE NA BESTIALIDADE, COMO NO TEXTO ABAIXO, NOSSOS GOVERNANTES NÃO TOMAM PROVIDÊNCIAS. QUANDO UM POLICIAL ATIRA DE DENTRO DE UM VEÍCULO, COMO PODE A POLÍCIA MILITAR AFIRMAR QUE O TIRO FOI "ACIDENTAL". A REAÇÃO DA POPULAÇÃO LOCAL FOI A CONSEQUÊNCIA NATURAL DOS SERES HUMANOS, DIANTE DA BARBÁRIE INJUSTIFICÁVEL.


Morte de rapaz pela PM leva a segunda noite de protesto violento em SP

Atualizado em 29 de outubro, 2013 - 00:26 (Brasília) 02:26 GMT
PM
Polícial foi detido pela PM; governador Alckmin pediu calma e condenou violência (Foto: Reuters)
A morte do estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, baleado por um policial militar durante uma batida ocasionou a segunda noite de protestos violentos nos arredores da Vila Medeiros, zona norte da capital de São Paulo. Pelo menos quatro ônibus e dois caminhões foram incendiados. Um homem foi baleado.
Douglas foi atingido no início da tarde de domingo, quando passava na frente de um bar do bairro junto ao irmão de doze anos. Moradores dizem que o policial atirou de dentro do carro, atingindo o tórax do rapaz. Ainda ferido, ele teria perguntado ao policial por que este o havia atingido.
 
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Revoltados, moradores locais foram às ruas protestar. Um grupo botou fogo em dois ônibus e um carro. Na terça-feira, após o enterro do rapaz, manifestantes fecharam a rodovia Fernão Dias e deram início à segunda noite de protestos na zona norte da capital paulista.
Pelo menos dois caminhões e quatro ônibus foram incendiados. Houve registros de saques. Um homem foi baleado durante os protestos e dezenas foram presos pela polícia.
A Polícia Militar disse nesta terça-feira, antes do enterro de Douglas, que o tiro que matou o rapaz foi "acidental". A PM prendeu e indiciou o soldado Luciano Pinheiro Bispo, de 31 anos, por homicídio culposo (sem intenção de matar).
O governador Geraldo Alckmin disse por meio do Twitter que "a comoção legítima da família não pode ser usada por vândalos como pretexto para depredação”
"Lamento profundamente a morte do jovem Douglas Martins Rodrigues. O soldado responsável pelo disparo já está preso e foi indiciado por homicídio", disse em outro post.