quarta-feira, 20 de maio de 2015

"PSDB, teu passado te condena!"

“PSDB, teu passado te condena!
Eis a melhor resposta ao jogo de mentiras e falsidades veiculado ontem à noite no programa de um partido que, quando governo, escondeu a própria corrupção debaixo do tapete.

O PSDB usa o programa para ocultar seus inúmeros malfeitos e ilicitudes. Não bastassem os escândalos do mensalão mineiro, do bilionário cartel do trensalão do governo de São Paulo, da denunciada propina de R$ 10 milhões para um ex-presidente do partido, os tucanos tentam desviar a atenção de sua mazela mais recente: a do governador que, acusado de receber propina, massacra os professores e aterroriza a população.

De memória curta e alentado prontuário, o candidato derrotado, cuja gestão em Minas Gerais devastou o Estado, invade o vídeo com indignação postiça e pureza inconvincente.

Pior que tudo é o ressurgimento daquele que, após deixar comprarem a sua reeleição, posa agora de campeão da moralidade. Triste papel a que foi relegado!

O PT não vai deixar que eles transformem a calúnia em verdade. Nem vai permitir que eles tentem nos cobrir com a lama de sua própria hipocrisia.

De imediato, estamos representando no TSE contra o programa. E vamos continuar combatendo a campanha suja, odiosa e reacionária dos tucanos e seus sequazes.


Rui Falcão
Presidente Nacional do PT”

quarta-feira, 13 de maio de 2015

OPERAÇÃO ZELOTES. Você sabe do que se trata?

Valor movimentado em esquema que envolve o Carf ultrapassa desvios da Operação Lava Jato. Petistas criticam ausência de informações sobre o escândalo na imprensa.

A Operação Zelotes foi deflagrada no dia 26 de março, e investiga, ao todo, 70 empresas, que supostamente pagavam propinas para manipular julgamentos de processos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Instaurada pela Polícia Federal para investigar um dos maiores esquemas de sonegação fiscal da história do país, no entanto, compete com outros casos de corrupção pela atenção na mídia.

O prejuízo total computado até agora atinge a margem de R$ 6 bilhões. Os crimes, segundo estimativas, podem ter movimentado quase R$ 19 bilhões em débitos tributários não pagos aos cofres da União, se somados todos os processos sob investigação.

Mesmo com um valor três vezes maior que ao desviado no esquema de corrupção na Petrobras, denunciado pela Operação Lava Jato, pouca audiência é dada ao caso.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator de uma subcomissão que irá acompanhar o caso na Câmara, critica a pouca atenção dada ao escândalo que envolve o Carf e grandes empresas do País.

“Um caso que tem o volume de dinheiro envolvido, que tem gravações, que tem provas, com fortes elementos, não tem recebido o mesmo tratamento de denúncias com volumes muito menores”, repudia.
Mais grave ainda, aponta o deputado, é o envolvimento de grandes escritórios de advocacia, importantes empresas e bancos e órgãos da administração pública, como o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, que deveria mediar o pagamento de dívidas tributárias com a Justiça.
“Não tenho nenhuma dúvida que essa sim é uma organização criminosa, que se utilizava da estrutura do estado para fraudar os cofres públicos”, afirma Pimenta.
Segundo ele, o mesmo descaso acontece com o caso HSBC-Swissleaks. “Não tem pequenos sonegadores e fraudadores, como não tem pequenas quantias de dinheiro transferidas para a Suíça”, compara.

Entre lobos – Para Pimenta, um verdadeiro jogo de interesses está por trás do silêncio da mídia. Outro motivo, segundo o deputado, seria “por não saberem onde pode chegar” e quem a investigação poderá atingir. “Lobo não come lobo”, alfineta.
Para o parlamentar, essa é uma reação da elite brasileira, ligada a grupos de grande poder econômico, ao medo de serem finalmente investigados. “Isso só expõe a hipocrisia que tem nesse discurso contra a corrupção”, conclui.

Entre os denunciados estão a rede RBS, maior afiliada da Rede Globo, suspeita de pagar R$ 15 milhões ao Carf para esconder um débito de R$ 150 milhões, segundo denúncia do jornal “Estadão”.
Na lista de investigadas estão também grandes empresas como a Ford, Mitsubishi, BR Foods, Camargo Corrêa, Light, e os bancos Bradesco, Santander, Safra, BankBoston e Pactual.

Subcomissão – Paulo Pimenta diz que o grande “objetivo” da subcomissão na Câmara é dar maior visibilidade a Operação Zelotes.
O primeiro convidado a prestar informações foi o procurador da República Frederico Paiva, responsável pela Operação Zelotes.
Segundo Pimenta, os principais pontos a serem questionados serão sobre a estrutura para as investigações, se é ou não suficiente para desenvolver os trabalhos. Além disso, o grupo vai apurar qual o motivo de não ter sido realizada nenhuma prisão até o momento.

“Temos informações de pessoas que já se ofereceram para fazer acordo de delação premiada. Por que não houve prisões ainda?”, questiona.
O deputado Marcon (PT-RS) também cobrou punição dos envolvidos no esquema de fraude, em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados.

“Até hoje não se vê ninguém preso. Quero repudiar, porque esses envolvidos têm que responder por aquilo que fizeram”, denunciou.
O petista ainda criticou o silêncio da mídia diante do escândalo. “Estamos observando a ausência total desse assunto em nossa mídia. Nossa pergunta é, por quê?”, questionou.

Texto: Flávia Umpierre, da Agência PT de Notícias


As relações do Juiz Moro com o PSDB - Dá para entender bem as articulações...

Já não bastasse Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do juiz Sérgio Fernando Moro, ser assessora do vice de Beto Richa (PSDB), agora é a vez do primo do Juiz ter financiado a campanha eleitoral de Beto Richa (PSDB) para governo do estado do Paraná. 
Cesar Moro Tozetto é proprietário da maior rede de Supermercados do Paraná, a Tozetto Supermercados. É Presidente da Associação Paranaense de Supermercados e primo de primeiro grau do Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

As relações do Juiz Moro com Beto Richa:

Moro e o Secretário de Segurança Pública de Beto Richa (PSDB)
Segundo levantamento da equipe de reportagem do i9, a "panelinha" Moro e o atual Secretário Francischini, conhecido como "Robin" do filme Batman começou a se formar após a Operação Fênix, lançada em 2007, o juiz decretou a prisão de 11 pessoas ligadas ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Entre os presos estavam parentes de Beira-Mar e advogados suspeitos de fazer papel de pombos-correio. No processo, Beira-Mar era acusado de controlar o narcotráfico em morros do Rio a partir do presídio de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Na época da operação era Francischini o delegado da PF à frente das investigações contra Beira-Mar.

Francischini do PSDB é conhecido no Paraná, como "Rei dos Vazamentos". Com foco apenas em adversários políticos; rotina dos vazamentos era organizada, com sincronização entre Veja, Folha e Globo.
Suspeita-se, entre os responsáveis pela Operação Lava Jato, que Francischini, ex-delegado da PF, seja o principal responsável pelo "vazoduto" que tem instrumentalizado as manchetes de jornais, capas de revistas e longas reportagens nas TVs, que visam desgastar o governo Dilma, a Petrobras e o PT. Isso porque, logo após as prisões da Operação Lava Jato, Francischini recebeu por sete horas advogados dos doleiros presos, que lhe pediram apoio e lhe entregaram todo o inquérito, até então desconhecido da imprensa. São quase 5 mil paginas em papel e outras 9 mil paginas digitalizadas.
Experiente no trato dessas informações, Francischini teria fatiado o inquérito, selecionando os "capítulos" mais importantes e distribuindo o material a veículos como Veja, Folha, jornal O Globo e TV Globo. O primeiro alvo foi o deputado André Vargas (PT-PR), que passou a balançar depois que um pedido de um jato emprestado ao doleiro Alberto Yousseff veio à tona. Francischini teria até montado uma lógica de distribuição de informações. Veja recebia o trecho do inquérito na quinta-feira, com o compromisso de não publicar na sua edição online. Folha e a TV Globo recebiam as informações na sexta-feira. Era a garantia de que todos os temas selecionados por ele renderiam também no fim de semana.

Coordenação
Foi assim que, Veja e Folha saíram com a tabela de Paulo Roberto Costa sobre "soluções" de empreiteiras para operações de compras da Petrobras. Ou as insinuações em todos os jornais de que haveria indícios de relação de Alberto Yousseff com o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, e a senadora Gleisi Hoffmann, ambos adversários de Francischini no Paraná.
Foi também assim, através do "vazoduto" montado por Francischini que, minutos depois de a Justiça ter quebrado o sigilo do processo, as edições online de Veja, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo vieram com as insinuações de envolvimento do ex-ministro Alexandre Padilha com o doleiro. Todos juntos, em menos de 30 minutos, conseguiram localizar a citação a Padilha no inquérito – o que demonstra a organização dos vazamentos.

Ligação de Moro com o PSDB é antiga, acompanhe:
Nascido em Maringá, no norte do Paraná, Moro é um dos maiores "especialistas" do país na área de lavagem de dinheiro. Formado em direito pela Universidade Estadual de Maringá, seu primeiro serviço foi o escritório do Dr. Irivaldo Joaquim de Souza, o maior Tributarista de Maringá.
Dr. Irivaldo foi advogado de Jairo Gianoto entre os anos de 1997 a 2000, ex-prefeito de Maringá pelo PSDB, condenado por gestão fraudulenta.
O Tribunal de Justiça do Paraná condenou o ex-prefeito de Maringá em 2010 a devolver cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Segundo informação da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Maringá foram condenados por improbidade administrativa o ex-prefeito Jairo Morais Gianoto, o ex-secretário da Fazenda Luis Antônio Paolicchi, e dois ex-servidores municipais: Jorge Aparecido Sossai, então contador, e Rosimeire Castelhano Barbosa, ex-tesoureira, entre outros réus.


Fonte: portal I9

EX-SECRETÁRIA DE SERRA É SÓCIA DA MESADA DE 70 MIL

Empresa Appendix, que recebe mesada de R$ 70 mil/mês de uma agência contratada pelo governo paulista para manter no ar o site Implicante, que faz propaganda anti-PT e ataca jornalistas, tem como sócia Cristina Ikonomidis; ela foi secretária-adjunta de Comunicação Institucional do ex-governador José Serra, do PSDB, e depois de sair do governo se tornou sócia do blogueiro Fernando Gouveia, que se apresenta como Gravataí Merengue; revelação da mesada paga de forma pouco transparente comprova atuação pesada do PSDB no submundo da internet.


O escândalo do site Implicante, que recebe uma mesada de R$ 70 mil do governo paulista, por meio de uma agência de publicidade, para promover desinformação e atacar adversários políticos, tem um novo componente: as digitais do ex-governador paulista, José Serra, do PSDB.
Segundo informações apuradas pelo Diário do Centro do Mundo, uma das sócias da Appendix, empresa que mantém no ar o Implicante, é Cristina Ikonomidis. Antes de se associar à empresa, ela foi secretária-adjunta de Comunicação Institucional do governo paulista.
O caso Implicante revoltou nomes importantes do jornalismo paulista, como os colunistas José Simão e Barbara Gancia, que protestaram contra o fato de o governo paulista sustentar, por baixo dos panos, um instrumento de ataque na internet (saiba mais aqui). 

Em setembro de 2006, Cristina Ikonomidis enviou a carta abaixo à Folha de S. Paulo, em nome do governo Serra, tratando do tema "ética na política":
Denúncias 
"Aqueles que se diziam detentores da ética na política, há tempos, demonstram o legado de sua formação. Refiro-me aos acontecimentos recentes sobre compra de dossiê sem provas contra Serra. O tiro saiu pela culatra e transtornou os partidos interessados, que, agora, esmeram-se para escapar e evidenciam suas armas: a baixaria." 
CRISTINA IKONOMIDIS (São Paulo, SP) 

Leia, abaixo, as informações apuradas pelo Diário do Centro do Mundo:
Em fevereiro passado, a Appendix, empresa responsável pelo site Implicante, teve uma mudança na sociedade.
Ingressou como sócia majoritária, ao lado de Fernando Gouveia, Cristina Ikonomidis.
Cristina foi uma das peças-chave de Serra no governo de São Paulo.
Como secretária adjunta de Comunicação Institucional, ela coordenava, pessoalmente, as visitas que o então governador Serra fazia regularmente a escolas públicas de São Paulo.
Ela foi citada num telegrama diplomático vazado pelo Wikileaks, em que o tema era Serra, então um forte candidato à presidência. O telegrama foi passado pelo consulado geral dos Estados Unidos a Washington.
Cristina narrou a seu interlocutor do consulado as visitas de Serra às escolas e, para comprovar quanto ele era amável com as crianças, mostrou diversas fotos.
Como funcionária do círculo íntimo de Serra – o criador da expressão “blog sujo” – era Cristina que fazia o corpo a corpo com a imprensa em matérias desfavoráveis ao governador.
Numa carta enviada à Folha, ela se queixou das “baixarias” dos adversários de Serra.

Aparentemente, o que o Implicante faz – ou fazia – não se enquadra no conceito de “baixaria” para Cristina.

Fontes: Brasil 247; Diário do Centro do Mundo

E aí PF? Vai localizar ou não a testemunha CONTRA o Senador Anastasia (PSDB-MG)?

 E se fosse um senador do PT, a Polícia Federal achava ou não?

A desculpa é para não investigar o tucano ou para prescrever o crime?

Para PF, investigação contra Anastasia depende de depoimento de Jayme Careca... que a Polícia Federal diz que não sabe onde está, depois que o juiz Sérgio Moro mandou soltar!

PF diz ao Supremo que não localizou testemunha que citou Anastasia. 
Jayme Alves de Oliveira Filho disse que entregou propina ao senador tucano. 
A Polícia Federal precisa tomar novo depoimento para confirmar acusações.

Em pedido de prorrogação de prazo para diligências do inquérito envolvendo o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a Polícia Federal escreveu ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é essencial dar continuidade às investigações a partir da oitiva do ex-agente da PF Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido por "Jayme Careca". Diante da dificuldade de ouvir o ex-agente da Polícia, foi solicitado o prazo de extensão de 30 dias para cumprimento das diligências.

O documento foi encaminhado a Zavascki em 10 de abril, assinado pelo delegado da PF Thiago Machado Delabary. "Trata-se, portanto, de diligência antecedente às demais, posta que, se infrutífera, tornará exponencial a dificuldade de se obter evidências quanto à suposta entrega de dinheiro, quer pelo afastamento temporal do evento, quer pela negativa do suposto remetente da quantia, Alberto Youssef", escreveu o delegado, explicando que a PF não tinha conseguido até então cumprir a oitiva de Careca, e que o depoimento estava marcado para o dia 17/04.

O depoimento do ex-agente da PF está entre os que foram adiados por Zavascki, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A suspensão temporária das diligências, que seriam cumpridas entre os dias 15 e 17 de abril, aconteceu depois de um desentendimento entre PF e MPF sobre a condução das investigações. A agenda de coleta de depoimentos deve ser retomada em breve, após negociações entre os órgãos.


Anastasia é investigado por ter supostamente recebido R$ 1 milhão por meio de Careca, dinheiro que teria sido repassado pelo doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato. O inquérito contra Anastasia foi aberto pelo STF no dia 6 de março.

PSBD faz nova investida para entregar Petrobras

Artigo do senador Aloysio Nunes (PSDB) afirma que a Petrobras está "fragilizada" e que nenhuma empresa tem interesse em firmar parceiras.

O PSDB se manifestou, mais uma vez, a favor da privatização da Petrobras. Em artigo publicado no último dia 21/04, no jornal “Folha de S. Paulo”, o senador tucano Aloysio Nunes criticou o sistema de partilha do Pré-Sal, instituído pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, e sugeriu uma “eventual privatização” da maior produtora de petróleo de capital aberto do mundo.
O tucano é autor do projeto de lei do Senado nº 417/14, que dispõe sobre a extinção do regime de partilha do Pré-Sal, em favor do antigo sistema, o de concessões, instituído em 1997, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quebrou o monopólio brasileiro sobre o petróleo.
A justificativa apresentada pelo senador é a de que a Petrobras estaria “fragilizada” e que nenhuma empresa teria interesse em parceiras com a petroleira.

O tucano ignorou, no entanto, que a multinacional anglo-holandesa Shell comprou a britânica BG Group para ampliar sua participação no Pré-Sal, onde a BG operava. O senador também não mencionou que a Petrobras bateu mais um recorde de produção, em abril, passando para diários 737 mil barris de petróleo, na área do Pré-Sal.
Tampouco o tucano informou aos leitores da “Folha” que, em 2014, a empresa foi indicada para receber pela terceira vez um dos prêmios de maior prestígio no setor, o OTC Distinguished Achiviment Award, em Houston, nos EUA.

Concessão e submissão - Segundo as regras do sistema de concessão, o petróleo do subsolo brasileiro passava a pertencer integralmente à empresa que o extraía. Em troca, o Brasil recebia o bônus de assinatura, pagamento feito quando o contrato era formalizado, que não passava de 10% do valor, além de royalties de, também, até 10%.
Em 2010, último ano de vigência da concessão, o governo arrecadou R$ 170 milhões com bônus de assinatura, menos de 1% dos R$ 21 bilhões arrecadados com todas as rendas advindas da exploração de petróleo.

Partilha e soberania - Com regime de partilha, estabelecido pela Lei 12.351/2010, a Petrobras se tornou a operadora única de todos os blocos contratados. Em caso de leilão de blocos, é assegurada à estatal participação mínima de 30% nos consórcios a serem constituídos com o vencedor da licitação.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) define se os blocos serão outorgados diretamente à companhia ou serão objeto de leilão. A Petrobras continua recebendo bônus de assinatura e 15% de royalties. O bônus pago pelas empresas participantes no Campo de Libra, na bacia de Santos, foi de R$ 15 bilhões.
O consórcio formado pela Petrobras, a Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOC foi o vencedor do leilão de partilha para a exploração de Libra. A divisão do consórcio se deu da seguinte maneira: Petrobras, com 40% das ações, Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

Futuro garantido – A presidenta Dilma Rousseff classificou de “passaporte para o futuro” a reserva de petróleo pré-sal, em 2013, ao saber que a União e a Petrobras ficariam com 85% da renda do campo de Libra. Recentemente, durante a posse do ministro da Educação, Renato Janine, em março deste ano, Dilma voltou a ressaltar a importância, não apenas da riqueza, mas como o sistema de partilha beneficia a nação.

Em 2012, Dilma sancionou o projeto que destina 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação. Desde então, os recursos vêm sendo aplicados progressivamente. O repasse daquele ano foi de R$ 770 milhões. Estima-se alcançar R$ 19,96 bilhões, em 2022 e, em dez anos, o total de R$ 112,25 bilhões. Dados da Agência Nacional do Petróleo (AN), estimam em R$ 1 trilhão, em 30 anos, os resultado de Libra para o governo brasileiro.

Durante a posse de Janine, Dilma revelou não estar surpresa com o surgimento de vozes contrárias ao marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. De acordo com a presidenta, se for de concessão, todos os benefícios do petróleo ficam para quem o extrai. Se é de partilha, é dividido com o Estado. Daí provém o fundo social, o aumento do fundo social e também dos royalties.

“Nós não podemos nos iludir. O que está em disputa é a forma de exploração desse patrimônio e quem fica com a maior parte. Em última instância, quem fica com a maior parte, as centenas e centenas de bilhões de reais será a Educação e a Saúde do nosso país”, destacou a presidenta.


Texto: Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias.

terça-feira, 28 de abril de 2015

"Explica, Moro. Por que só o PT?"

Se Moro fosse um produto lançado recentemente, e não um juiz, caberia para ele a seguinte palavra: flopou.

Moro flopou.

Flopar, como sabemos todos, vem de flop, fracasso em inglês.

Pois é. Moro fracassou. Fracassou miseravelmente.

A maior de todas as razões é que ele acabou trazendo ainda mais divisão a um país que já estava suficientemente dividido antes que ele saísse da obscuridade paranaense em que vivia e trabalhava.

Como Joaquim Barbosa antes dele, Moro é hoje idolatrado pelos conservadores e detestado pelos progressistas.

A culpa é dele ou das circunstâncias? — você poderia perguntar.

Claro que as circunstâncias favorecem. Você tem hoje um Brasil parecido, sob certos aspectos, com a Venezuela – visceralmente dividido.

Mas Moro com certeza deu sua contribuição pessoal. Ele jamais emprestou à Lava Jato uma coloração apartidária, assim como Joaquim Barbosa e o STF, um pouco atrás, para o Mensalão.

Mais uma vez, fica a sensação que o principal alvo não é exatamente a corrupção, mas o PT e o governo Dilma.

E disso resulta a percepção, entre tantos brasileiros, de uma justiça injusta, simbolizada há algum tempo em JB e agora em Moro.

Os desvios de conduta da Lava Jato se manifestaram, ao longo da campanha eleitoral, em vazamentos descaradamente construídos para minar Dilma.

Só agora, muito depois das eleições, é que se soube, por exemplo, que o doleiro Youssef citou Aécio e sua irmã no jamais investigado Caso Furnas. Imagine o impacto que isso teria nas urnas.

Aécio foi poupado dos vazamentos, como em tantas outras coisas, ao passo que Dilma foi massacrada.

Que Aécio ainda assim tenha sido derrotado mostra a sua fragilidade como candidato, e a deterioração de seu partido.

Moro jamais se pronunciou contra os vazamentos, ou tomou alguma atitude que demonstrasse seu desagrado.

Especulo aqui que seu comportamento seria provavelmente outro se vazassem coisas sobre Aécio.

Passadas as eleições, Moro cometeu uma monumental tolice ao aceitar um prêmio da Globo e subir ao palco, num contentamento provinciano, com João Roberto Marinho.

Justiça e imprensa não podem se misturar. Não em circunstâncias normais, e menos ainda no quadro vivido pelo país.

Você jamais vê na Inglaterra, para pegar apenas um exemplo, um juiz confraternizando com Murdoch. É ruim para a imagem de ambos, e a sociedade simplesmente não tolera esse tipo de associação.

Agora, a discutível prisão do tesoureiro do PT — no mesmo dia em que a esquerda marcara protestos contra a terceirização – lança ainda mais sombras sobre a isenção de Moro.

No twitter, uma hashtag que viralizou dia 16/04, retrata o que muita gente pensa, e não estou falando apenas de petistas.

Ei-la: #ExplicaMoroPorqueSoPT.

O fato é que Sérgio Moro não tem nenhuma explicação razoável para isso.

O país necessita, com urgência, vencer uma divisão que o vai tornando parecido com a Venezuela.

Moro veio para dividir ainda mais.

Por isso flopou. Por isso fracassou.

Por isso, também, ele é uma figura que faz mal ao país.


Texto: Paulo Nogueira