domingo, 7 de julho de 2013

PELO TEXTO, NA ÚLTIMA FRASE CONSTA QUE OS PEDÁGIOS SERÁ O PRINCIPAL TRUNFO DE ALKMIN EM 2014. SERÁ UMA ENORME DEMONSTRAÇÃO DE HIPOCRISIA DO GOVERNADOR, O QUE NÃO NOS SURPREENDE. ELE SEMPRE FALOU QUE NADA PODIA FAZER, DEVIDO AOS CONTRATOS JÁ ASSINADOS. SABEMOS QUE QUEBRA DE CONTRATOS É COISA SÉRIA. ENVOLVE CREDIBILIDADE. ABRAHAM LINCOLN JÁ DIZIA QUE "OS MAUS DIRIGENTES PODEM ENGANAR TODO O POVO POR ALGUM TEMPO, MAS NÃO ENGANAM TODO O POVO, TODO O TEMPO". A VERDADE VIRÁ EM 2014.

OS JORNALÕES DERAM ÊNFASE À QUEDA DE DILMA, MAS NÃO DERAM IGUAL DESTAQUE À QUEDA DE ALKMIN. HAVERÁ ENORME DISPUTA EM SÃO PAULO, ONDE A TUCANADA FAZ O QUE QUER JÁ HÁ 16 ANOS.

Base de Alckmin também balança após protestos


Com queda de popularidade, governador tucano tenta driblar ameaças de aliados e aposta na redução dos pedágio e nos cortes de gastos como bandeira

06 de julho de 2013

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola, de O Estado de S. Paulo

A queda de 14 pontos porcentuais em três semanas no índice de aprovação do governador Geraldo Alckmin (PSDB)tirou os tucanos paulistas da zona de conforto. Acuado pelas manifestações que colocaram em xeque a classe política, o PSDB busca um discurso eleitoral incisivo para a disputa do ano que vem para o Palácio dos Bandeirantes ao mesmo tempo em que tenta evitar fissuras em sua base aliada.

Nesse ponto, o que mais preocupa é a posição do PRB. O partido do ex-deputado Celso Russomanno selou em maio um acordo com os tucanos e prometeu tirar sua maior estrela da disputa pelo governo em 2014.

Com isso, ficaria mais difícil a realização de um segundo turno. Depois das manifestações, o PRB começou a repensar a estratégia ao concluir que Russomanno podia, como disse ao Estado um dirigente do partido, “capitalizar a voz das ruas”.

Além da costura partidária, o PSDB está em busca de bandeiras para a disputa. A avaliação dos tucanos é que a tradicional campanha focada na realização de obras não surtirá o mesmo efeito. Enquanto o governo federal é cobrado até por aliados, como o PMDB, a reduzir o número de ministérios, o governador é cobrado por todos os lados a promover reforma administrativa que reduza drasticamente o tamanho da máquina, hoje com 26 secretarias, 16 fundações e 23 autarquias. Dirigentes partidários, parlamentares e secretários tucanos ouvidos pelo Estado avaliam que as medidas tomadas até agora - após as manifestações - são insuficientes.

O temor é que a campanha pela reeleição perca o discurso da austeridade para o PT caso a presidente Dilma Rousseff aproveite sua anunciada reforma ministerial para reduzir o número de pastas na Esplanada dos Ministérios. Na semana passada, Alckmin acabou com a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e transferiu suas atribuições para a Casa Civil. Além disso, vendeu um helicóptero e uma frota de carros para compensar o recuo no aumento das tarifas de metrô e trem. “No caso de São Paulo, ele (Alckmin) pode mexer mais na administração pública. Há espaço e é possível fazer isso. Eu mesmo já lhe sugeri que pode restringir o número de secretarias”, diz o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB.

Goldman lembra que, quando foi presidente da Comissão de Reforma Administrativa do Governo de São Paulo na gestão Orestes Quércia (1987-1990), recebeu a missão de promover um corte profundo na máquina pública. “Eu contei esse episódio ao governador Alckmin. Quando comecei a fazer o estudo da reforma, nós restringimos o número de secretarias de 28 para 19. Matamos nove de uma vez. Eram empresas e autarquias. Portanto, você tem espaço para isso.”

Assim como Goldman, o vereador Andrea Matarazzo também defende a diminuição do tamanho da máquina estatal. “Conhecendo o Geraldo como eu conheço, tenho certeza de que ele não parou nisso. O temperamento dele é de austeridade na vida política e pessoal.”

Reservadamente e em ambientes internos do partido, os tucanos são bem mais veementes. Um dirigente do PSDB ouvido pelo Estado chegou a dizer que os anúncios de cortes de despesas feitos pelo governador até agora são “demagógicos” e não representarão uma redução real de despesas para o governo. “As respostas às manifestações não podem ser pensadas em 2014. Seria um erro”, diz o deputado federal Mendes Thame, secretário-geral do PSDB.

O Estado apurou que o governador Geraldo Alckmin planeja aprofundar as medidas de austeridade na gestão estadual, mas não há, por ora, a previsão de cortes de mais secretarias.

Pedágios. O principal trunfo de Alckmin em 2014 será a redução do preço dos pedágios. Depois das manifestações, o Bandeirantes endureceu as negociações com as concessionárias responsáveis por 19 contratos de gestão das 144 praças de espalhadas pela região. O anúncio deve ser feito no 2.º semestre.







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