Política
As tensões da eleição municipal
Marcos Coimbra 4 de setembro de 2011
O meio político passou os últimos dias discutindo um assunto tão longínquo para a população quanto as recentes eleições presidenciais em Cingapura (vencidas por Tony Tan Keng Yam, caso alguém tenha ficado curioso).
Enquanto a vasta maioria do País nem se lembra que vamos escolher prefeitos e vereadores no próximo ano, no Congresso e em algumas cidades é como se 2012 já tivesse chegado. As eleições municipais estão na ordem do dia.
Sempre que entramos nessa temporada, repete-se um debate que começou há tempos, quando fixamos nosso atual calendário eleitoral, que estabelece sua realização no intervalo das eleições gerais. Já tivemos outras fórmulas, mesmo recentemente: se o quinto ano que Sarney ganhou em 1988 (sem alterar a duração dos demais mandatos) não houvesse sido abolido pela emenda da reeleição, faríamos eleições presidenciais e municipais simultâneas a cada 20 anos, a começar em 2004.
Como elas acontecem justamente no meio do período presidencial, a pergunta é natural. Há alguma relação entre as eleições nas cidades e as eleições presidenciais seguintes? Ou, em termos mais gerais, as eleições municipais têm relevância no jogo político nacional?
Todos concordariam que alguma, mas a resposta à primeira pergunta está longe de ser óbvia. Nada indica que a eleição municipal seja uma prévia da batalha pela Presidência.
As principais consequências das eleições municipais na política nacional não são diretas. Sair-se bem, ganhar muitas prefeituras, não prepara um partido para ter bom desempenho nas eleições presidenciais, como mostram os exemplos do PMDB e do DEM (nas suas encarnações anteriores de PDS e PFL).
OBS: O MAIS IMPORTANTE NÃO É GANHAR UMA ELEIÇÃO MUNICIPAL. É FAZER UM BOM GOVERNO, SER PROBO E GOVERNAR COM AUXILIARES PROBOS, MELHORAR A VIDA DA POPULAÇÃO, GERIR BEM OS RECURSOS PÚBLICOS, NÃO DAR MARGEM AOS COMENTÁRIOS RELATIVOS AO ENRIQUECIMENTO FRAUDULENTO. ENFIM, PROPORCIONAR UMA ADMINISTRAÇÃO TRANSPARENTE E ESTAR A ABERTO ÁS SUGESTÕES DOS NÚCLEOS POPULARES ORGANIZADOS. DEVE TAMBÉM DIALOGAR COM SEU FUNCIONALISMO, EVITANDO SITUAÇÕES CONFLITUOSAS, COMO ACONTECEU EM NOSSA CIDADE DE INDAIATUBA, DESDE QUE O SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS, SOB A PRESIDÊNCIA DA COMPANHEIRA JACIARA ORGANIZOU E FEZ ACONTECER UMA GREVE POR MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E DE RENDA AOS SEUS ASSOCIADOS. ATÉ HOJE ESTÃO EM SITUAÇÃO DE LITÍGIO. QUANDO SE REUNIRAM E CHEGARAM A UM ACORDO, ESSE ACORDO DEVERIA SER CUMPRIDO. NÃO FAZ SENTIDO, FAZER UM ACORDO E DEPOIS INICIAR PERSEGUIÇÃO AOS GUARDAS MUNICIPAIS E EM OUTROS SETORES. O DIÁLOGO DEVE SER PERMANENTE.
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