Política
As tensões da eleição municipal - 2
Marcos Coimbra 4 de setembro de 2011
Veja-se o caso do PMBD agora. Celebrado como grande vitorioso na eleição de 2008, seus 1,2 mil prefeitos não terão sido responsáveis por mais que uma parcela infinitesimal da vitória de Dilma Rousseff (ou alguém acha que ela foi bem votada pelo “prestígio” dos prefeitos da legenda?). Como de pouco adiantaram a José Serra os mais de 1,25 mil que tinha quando marcharam com ele em 2002.
Inversamente, nem o PSDB nem o PT precisaram ter milhares de prefeitos para fazer os últimos cinco presidentes. O PT, por exemplo, havia ganhado apenas 187 prefeituras em 2000 (cerca de 3% do total), dois anos antes da eleição de Lula. Em 2004, com ele no Planalto, foi a 410, equivalentes a pouco mais que 7% do total. Nem precisou de muitos para vencer nem sua vitória levou a uma avalanche de prefeitos (ou provocou um tsunami de adesões).
Mesmo, no entanto, que as eleições municipais não tenham efeito direto significativo na eleição para presidente, elas são importantes para a política nacional. Seu impacto eleitoral pode ser pequeno, mas suas conseqüências são grandes.
A razão está no seu efeito nas eleições para o Legislativo. Por diversos motivos, a começar pela nossa legislação eleitoral, o tamanho das bancadas no Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados, tem muito a ver com o desempenho dos partidos nas disputas locais.
OBS: HAVEREMOS DE CHEGAR A DETERMINDADO MOMENTO DA VIDA POLÍTICA DE INDAIATUBA EM QUE PARTES DOS AGENTES PLÍTICOS, MESMO QUE EM CAMPOS DIFERENTES, SENTAR-SE-ÃO Á VOLTA DE UMA MESA E DISCUTIRÃO AS SOLUÇÕES VIÁVEIS AOS PROBLEMAS MAIS SÉRIOS. COMO NO CASO RECENTE DAS FINANÇAS DOS ESTADOS UNIDOS EM QUE; SITUAÇÃO E OPOSIÇÃO TRABALHARAM JUNTOS E MUITO, PARA "DESATAR UM NÓ ECONÔMICO" DO PAÍS. VOLTANDO AO CASO DA GREVE DO FUNCIONALISMO MUNICIPAL, SE HAVIA INTRANSIGÊNCIA EM DIALOGAR DA PARTE DO EXECUTIVO, A NOSSA CÂMARA DEVERIA CHAMAR PARA SI, ESSA RESPONSABILIDADE. ENTRETANTO ISSO NÃO OCORREU DEVIDO A FRAGILIDADE (APARENTE) DO NOSSO LEGISLATIVO. O LEGISLATIVO QUANDO ATUA COM SEUS PODERES CONSTITUCIONAIS, É EXTREMAMENTE PODEROSO, CONFORME VIMOS ACONTECER EM CAMPINAS, RECENTEMENTE. O PREFEITO DR. HÉLIO, TINHA GRANDE MAIORIA NA CÂMARA, MAS NA HORA DE DECIDIR, 32 NOBRES VOTARAM PELA CASSAÇÃO DO PREFEITO. É PRECISO INDEPENDÊNCIA POLÍTICA EM RELAÇÃO AO EXECUTIVO. OS PODERES DEVEDM SER INDEPENDENTES, MAS HARMÔNICOS ENTRE SI. ESTAMOS NOS APROXIMANDO DE 2012 !!!
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