Gleisi Hoffmann afirma que governo não desistiu do trem-bala
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A chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse nesta terça-feira (13) que "o governo não desistiu", mas apenas adiou para 2014 a licitação do trem-bala, atendendo a pedido de empresas interessadas na execução do projeto. "Alguns interessados queriam mais tempo e, se fizéssemos (o leilão) agora, poderíamos ter apenas um concorrente, o que seria ruim para o processo licitatório", declarou, em entrevista à rádio CBN.Segundo Gleisi, o fato de o País ter atrasado a execução "faz parte de um processo de aprendizado nosso e também dos investidores brasileiros". Em relação ao fato de o preço do TAV ter começado em R$ 35 bilhões e as estimativas hoje passarem dos R$ 50 bilhões, a chefe da Casa Civil observou que os projetos precisam ser adequados às questões e situações que surgem.
"Quando você lança uma obra, é com base num determinado estudo e, a partir daí, vai aperfeiçoando, vai vendo os problemas que surgem, tem consulta pública, conversa com aqueles que vão participar da obra, que têm suas sugestões, além da própria sociedade. Obviamente, muitas coisas têm de ser adequadas, já que este é um processo", afirmou.
Gleisi citou que, em agosto de 2012, quando foi lançado o programa de investimento e logística em rodovias e ferrovias, o governo pretendia que, no final de 2012 ou início de 2013, fosse feita a publicação dos editais. No entanto, depois de divulgar os estudos, a administração federal resolveu interagir com os investidores e usuários, e os empresários pediram para que fosse dado um tempo maior para discussão com eles para que os projetos fossem bem estruturados.
Após insistir que "isso foi feito em acordo com quem tem interesse em participar deste processo e dos próprios usuários", a ministra declarou: "Então, eu não posso computar isso como um atraso da magnitude que está se falando, pela magnitude das obras dos programas que nós lançamos". Gleisi justificou ainda que, no caso de portos e aeroportos, os novos marcos foram anunciados em dezembro e, em portos, um mês depois do marco regulatório aprovado, foi feito o anúncio público de 50 terminais de uso privado e 46 confirmados com documentação, que serão autorizados para a iniciar a construção.
Ela lembrou ainda que, na semana passada, foram lançados os estudos para arrendamento de 11 áreas no Porto de Santos (SP) e isso já está para consulta pública. "Este é um processo em parceria com a iniciativa privada, não é processo de obra pública e, por isso, requer uma inteiração e, muitas vezes, é a iniciativa privada que nos pede um tempo a mais de discussão", acentuou.
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